O que o parto faz ao assoalho pélvico
Parto vaginal: os músculos pélvicos se estiram até 3x o comprimento normal. Nervos pudendos podem ser comprimidos, causando dormência temporária. Lacerações e episiotomias criam cicatrizes que afetam a mobilidade tecidual. Cesariana: o peso do bebê durante 9 meses sobrecarregou o assoalho. A cicatriz abdominal pode criar aderências que tensionam a pelve por meses ou anos.
Protocolo de recuperação semana a semana
Dias 1-7: respiração diafragmática e percepção pélvica suave. Suporte perineal ao evacuar. Gelo no períneo nas primeiras 48h. Semanas 2-4: contrações suaves (30% de força), 5s cada, 10 repetições 2x ao dia. Caminhadas curtas. Semanas 4-6: intensificação gradual das contrações. Nenhum salto, corrida ou abdominal. 6+ semanas com liberação médica: retorno progressivo a exercícios de baixo impacto. 12+ semanas: avaliação pélvica antes de retornar à corrida.
Sinais de que a recuperação está incompleta
Qualquer escape de urina após 6 semanas do parto merece atenção imediata — não melhora sozinha. Dor na relação íntima que persiste além do 3º mês pós-parto. Sensação de peso ou pressão na pelve ao final do dia. Cicatriz de episiotomia ou cesariana dolorida e endurecida. Se você tem qualquer um desses sinais, fisioterapia pélvica pós-parto é o próximo passo.